
Situada na mais antiga linha de fronteira da Europa, a vila raiana de Penamacor foi uma das sentinelas de vanguarda do território português a norte do Tejo desde a alvorada da nacionalidade. É no contexto de marco fronteiriço e de praça de guerra na defesa do espaço vital que Penamacor se define até, praticamente, ao século XIX. A fortificação medieval situada no atual Cimo da Vila, ou o conjunto abaluartado do século XVII são estruturas ainda identificáveis e que são marcas desses tempos. Além disso, o território goza de um conjunto vasto e riquíssimo de património histórico edificado, arqueológico e etnográfico, que se estende desde o neolítico à atualidade. A imponente torre de menagem, uma das últimas torres medievais a serem erguidas em território nacional, e o antigo convento de Santo António são dois ex-libris da região. Os cruciformes que pontilham as ruas de Penamacor e da Bemposta, relembram-nos a diversidade étnico-religiosa, com a presença judaica e conversos no território. As tradições religiosas, desde a quaresma às romarias, demonstram que os antigos costumes ainda se encontram arreigados, assim como a tradição do Madeiro, cujas raízes são milenares.
Penamacor é hoje conhecida como a Vila Madeiro, especialmente importante se visitar o território na época natalícia. É aqui que encontramos o maior madeiro de Portugal, por outras palavras, a fogueira do Menino Jesus que começa muito antes do dia de Natal e que serve de "desculpa" para juntar a população depois da Ceia de Natal.
O território de Penamacor é também reconhecido pela Carta Europeia de Turismo Sustentável “Terras do Lince”, que congrega os municípios raianos de Penamacor, Sabugal e Almeida e que encerra em si muitas potencialidades, impulsionar o património natural, principalmente alocado à Reserva Natural da Serra da Malcata, e o turismo de natureza é um caminho a trilhar.
No centro de exaltantes paisagens esculpidas durante centenas de milhões de anos, entre a Meseta e a Cordilheira Central Ibérica, onde a província da Beira Baixa já aponta ao Alentejo; Penamacor é habitat natural do Lince-ibérico, que partilha a Reserva Natural da Serra da Malcata com uma extraordinária diversidade de fauna e flora.
A riqueza da sua paisagem natural está intrinsecamente relacionada com a água, quer pela presença da Ribeira de Meimoa, quer pelos magníficos planos de água associados à Albufeira da Meimoa e à Barragem da Baságueda, cujos cenários podem ser fruídos: quer através da Rede de Percursos Pedestres e Cicláveis, quer, também, percorrendo o Percurso da Serra da Malcata, quer, ainda, disfrutando da experiência proporcionadas ao cursar a Grande Rota das Aldeias Históricas.
A Zona Balnear do Meimão, a Zona de Lazer da Meimoa e a Zona de Lazer de Benquerença proporcionam aos visitantes excelentes momentos de ócio em ambiente aquático. As atividades náuticas desportivas de lazer, como a canoagem, os passeios de caiaque, o aluguer de gaivotas e de pranchas de stand up padlle são ofertas dos operadores turísticos. O património natural proporciona incontáveis experiências num território que faz da sustentabilidade a sua imagem de marca.
A Estação Náutica de Penamacor constituiu-se, assim, sobre um conceito de turismo náutico associado às práticas desportivas e de lazer, integradas na restante oferta do território - o património natural e cultural -, criando experiências únicas e autênticas que permitem reduzir a sazonalidade e prolongar o tempo médio de permanência.
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